segunda-feira, 3 de setembro de 2012

As obras da Carne e o fruto do Espírito



2° Parte

O FRUTO DO ESPÍRITO.

            Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus (ver Rm 8.5-14 nota; 8.14 nota; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9).

O AMOR é a fonte das outras  oito características deste fruto.

“A alegria é o amor exultando
A paz é o amor em repouso
A longanimidade é o amor que não se cansa
A benignidade é o amor que suporta
A bondade é o amor em ação
A fé é o amor no campo de batalha
A mansidão é o amor sob disciplina
“O domínio próprio é o amor sendo treinado.”
Amor - “Mas o fruto do Espírito é o amor…” Gálatas 5:22

 O fruto do Espírito inclui:
(1) “Caridade” (gr. agape),  o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).

(2) “Gozo” (gr. chara), i.e., a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo (Sl 119.16; 2Co 6.10; 12.9; 1Pe 1.8; ver Fp 1.14 nota). A alegria é a reação do amor às misericórdias, bênçãos e benefícios de Deus. Não depende das circunstâncias, confia em Deus mesmo nas circunstâncias mais penosas. Quando o Espírito nos enche, a alegria do Senhor transborda em nós, pois “na tua presença há plenitude de alegria”.

(3) “Paz” (gr. eirene), i.e., a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm 15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20). Paz é mais profunda e constante que a alegria. Jesus disse: (João 14:27). O fruto do Espírito, a paz, é uma característica interior que se manifesta em relação pacífica com os outros. Significa libertar-se de um espírito agressivo, contencioso ou partidário. Ela busca viver em harmonia para com todos.

(4) “Longanimidade” (gr. makrothumia), i.e., perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1). Longanimidade – é paciência. Não é uma característica predominante do espírito humano. A maioria de nós carece desta graciosa virtude. Ela é, porém, um traço muito especial do caráter de nosso amoroso Senhor, e precisamos nos aproximar cada vez mais dEle, para que esta graça esteja em nós. Como o cristão precisa da ajuda do Espírito Santo nesta área de semelhança com Cristo! O Senhor é paciente conosco para que sejamos pacientes com os outros.

(5) “Benignidade” (gr. chrestotes), i.e., não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3). Benignidade - delicadeza. É quando somos amáveis com os outros, tratando com delicadeza. Por mais firme que alguém deva tornar-se na reprovação, jamais terá de tornar-se maldoso.

(6) “Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13). Bondade - bondade mostrada a outros. “Bondade é o amor em ação”. É amor beneficiando a outros. Quando o Espírito Santo invade o ser, existe um fluxo de bondade em direção a todos os homens.

(7) “Fé” (gr. pistis), i.e., lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10). Fé - Fidelidade de caráter e conduta produzida pela fé. Fé nas pessoas, quando não somos desconfiados e nem infiéis.

 (8) “Mansidão” (gr. prautes), i.e., moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (2Tm 2.25; 1Pe 3.15; para a mansidão de Jesus, cf. Mt 11.29 com 23; Mc 3.5; a de Paulo, cf. 2Co 10.1 com 10.4-6; Gl 1.9; a de Moisés, cf. Nm 12.3 com Êx 32.19,20) Mansidão - Mansidão é lentidão em irar-se e ficar ofendido. Os mansos não são violentos, ruidosos ou agressivos. Eles não brigam, não discutem, nem contendem..

(9) “Temperança” (gr. egkrateia), i.e., o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5). Domínio Próprio - autocontrole. É o verdadeiro amor a si mesmo. Significa autocontrole completo, sobre a ira, paixão carnal, apetite, desejo de prazeres mundanos e egoísmo.

         O ensino final de Paulo sobre o fruto do Espírito é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo os princípios aqui descritos.



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